'Ordens absurdas não se cumprem', diz Bolsonaro sobre operação da PF contra fake news

Presidente afirmou ainda que 'não foi justo o que aconteceu no dia de ontem'.

Operação contra fake news teve como alvo empresários e blogueiros que apoiam o presidente.

O presidente Jair Bolsonaro disse nesta quinta-feira (28) que "ordens absurdas não se cumprem", em referência à operação da Polícia Federal contra fake news, deflagrada na quarta, que cumpriu mandados de buscas e apreensões em endereços de empresários e blogueiros.

Os alvos são aliados do presidente. A operação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, relator no Supremo Tribunal Federal (STF) do inquérito que investiga a produção e disseminação de informações falsas e ofensas à Corte. "Nunca tive a intenção de controlar a Polícia Federal, pelo menos isso serviu para mostrar ontem [quarta]".

Mas obviamente, ordens absurdas não se cumprem.

E nós temos que botar um limite nessas questões”, afirmou Bolsonaro a jornalistas na saída da residência oficial do Palácio da Alvorada.

"Não foi justo o que aconteceu no dia de ontem", completou. Bolsonaro disse ainda que tem as "armas da democracia nas mãos" e afirmou que não haverá um outro dia igual à quarta-feira. Repito, não teremos outro dia igual ontem.

Chega! Chegamos no limite.

Estou com as armas da democracia na mão.

Eu honro os meus compromissos no juramento que fiz quando assumi a Presidência da República.

O presidente também disse que, na opinião dele, os alvos da operação da quarta não são bandidos nem marginais. “Trabalhamos ontem quase que o dia todo voltando para uma causa.

Com dor no coração, ouvindo reclamos daqueles que tiveram sua propriedade privada violada, que não são bandidos, não são marginais, não são traficantes.

Muito pelo contrário, são cidadãos, chefes de família, homens, mulheres, que foram surpreendidos com a Polícia Federal, que estava cumprindo ordens, batendo em sua casa", afirmou o presidente.

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