Após decisão do STF, Justiça manda soltar ex-governador de RR

Condenado em 2ª instância por envolvimento no “Escândalo dos Gafanhotos”, Neudo Campos cumpria pena em regime domiciliar desde 2016.

Neudo Ribeiro Campos foi preso em 2016 na operação Pragas do Egito, da Polícia Federal, suspeito de liderar um esquema de desvio milionário Rede Amazônica Roraima/ Reprodução/ Arquivo O juiz Jarbas Lacerda de Miranda, da 4ª Vara Cível do Tribunal de Justiça de Roraima, atendeu pedido da defesa do ex-governador Neudo Campos e determinou sua soltura neste sábado (9).

Com a decisão, Campos deixará o regime domiciliar.

Ele cumpre pena com uso de tornozeleira eletrônica desde 2016 por condenação em segunda instância no caso que ficou conhecido como “Escândalo dos Gafanhotos”. O pedido dos advogados ocorre logo após o Superior Tribunal Federal decidir que réus condenados só poderão ser presos após terem esgotados todos os recursos de defesa. “Por último, aviso a sociedade roraimense, que por força da decisão do STF, outras pessoas em idêntica situação jurídica, vale dizer, com condenação penal não transitada em julgado, recolhida ao cárcere com essa única e exclusiva fundamentação, sejam negros, pobres ou prostitutas, deverão ganhar liberdade com a aplicação do novo entendimento da Suprema Corte”, diz trecho da decisão. O advogado de Neudo Campos foi procurado para falar sobre a soltura, mas não atendeu as ligações. Neudo Ribeiro Campos foi preso em 2016 por envolvimento em um esquema de desvio milionário dos cofres públicos.

As investigações do Ministério Público e da Polícia Federal apontaram que o ex-governador foi mentor do esquema de corrupção.

Ele foi condenado em 2ª instância a 10 anos e 8 meses de prisão. Após ter o pedido de prisão decretado pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região, o ex-governador se entregou à polícia e, desde setembro do mesmo ano, cumpre prisão domiciliar com o uso de tornozeleira eletrônica. Operação Gafanhoto A operação Praga do Egito analisa o maior esquema de corrupção já registrado pela Justiça de Roraima.

Através dela, mais de 85 denunciados em 52 processos são investigados por um desvio superior a R$ 230 milhões.

Em um único dia, 42 pessoas foram presas.

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